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sábado, 27 de junho de 2015

The Pocket Scavenger: 11 - Um texto

"Eras, um dia:
A luz que iluminava o meu lado negro interior.
No outro:
Uma rosa, no meio de muitas, mas a única que dava cor à vida.
No outro:
Um anjo de vidro que, com um descuido, me caiu das mãos.
Perdi-te.
Apressei-me a tentar juntar as peças com lágrimas, mas era tarde de mais.
De que me servem agora abraços quentes do sol, beijos do vento?
Desmoronei.
Imploro agora aos sonhos que me tragam de volta a luz, o anjo, a vida. Para ter uma recordação de felicidade, nem que seja por instantes. "

Raquel Santos
 
 
 
Decidi escolher um pequeno texto da minha autoria, um dos que mais me orgulho. Até pode ser pouco explícito, não valer nada mas, para mim, significa tudo, aquele tudo que só se sente em picos de imaginação que me levavam a criar coisas destas.
Lembro-me que estava a ouvir uma música e foi apenas preciso ouvir uma palavra - rose - para que todas as restantes palavras me viessem dar comichão na mão e me pusessem a escrever.
Tenho tantas saudades de quando tinha momentos assim, em que tinha de me levantar e passar as ideias para algum lado, porque elas eram tantas que não ia conseguir dormir com elas na cabeça.
Dá-me pena que tenha perdido essa capacidade, ou que ela tenha adormecido. É como se não tivesse usado as asas durante tanto tempo, que me esqueci de como se voa. Mas eu quero acordar essa capacidade.
Eu vou acorda-la.


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