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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Egoísmo

O amor é cego. Mas se há algo que ainda nos pode cegar mais é o egoísmo: Para quê ficar preso, quando posso ver o mundo inteiro? Para quê a dedicação a algo delicado, quando me posso dedicar a algo sólido, ao meu destino, à grandeza do meu futuro? Para quê gastar a paciência com discussões, desamores e família quando posso encher a mente com infinito conhecimento?
Então aí acabou. Começa a jornada, a procura pela grandeza do destino. E estudamos, trabalhamos, ganhamos, triunfamos... E nada. Existe um vazio. Tanto orgulho, tanta glória e parece que não chega.
Não chega porque durante todo o percurso poderíamos ter visto o mundo juntos, poderíamos ter trabalhado a delicadeza do amor até termos algo forte e sólido que nos suportasse pela vida fora, e as discussões, os problemas e a família ter-nos-iam feito crescer e aprender.
Mas o egoísmo é cego.

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