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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Problemas dos outros

Toda a gente tem (ou provavelmente conhece) aquele amigo ou familiar que gosta muito de contar todos os problemas, todos os dilemas, por mais pequeninos que sejam, que têm ao longo da vida.
Até aí, tudo bem. Uns desabafam através de monólogos interiores, outros escrevem, e outros sentem a necessidade de falar. Não tenho nada contra. As pessoas têm as suas dúvidas e por vezes até precisam de alguma força ou algum apoio para enfrentarem, por exemplo, situações de doença.
Agora, o que mais me incomoda é quando esse tal amigo ou familiar vem contar os seus problemas matrimoniais. E por problemas matrimoniais quero dizer queixar-se de tudo e mais alguma coisa que o parceiro possa fazer de errado.
Essas pessoas não compreendem que:
1º- Ficamos com a impressão que a vida delas é um inferno, que nada corre bem e chegamos a ficar incomodados, porque não é saudável estarmos rodeados que alguém que só nos passa energia negativa.
2º- Se não conseguirmos ser imparciais (ver para crer) vamos ficar com uma impressão do parceiro dessa pessoa, que provavelmente está errada. Obviamente que se só nos falam mal de uma certa pessoa vamos automaticamente, ou quase, pensar mal dela, esquecendo que, na verdade, só sabemos o que nos contam.
3º- Até posso estar errada mas, a meu ver, problemas matrimoniais resolvem-se dentro de quatro paredes e a dois. Ninguém tem de se meter no meio, ou saber daquilo que se passa, a não ser que seja uma situação extrema. Não estou a dizer que as pessoas devem fingir que está tudo bem, simplesmente não precisam de relatar a vida privada toda à primeira pessoa que pergunte: "O que é que se passa?"

Depois há sempre aquela situação em que nos enchem tanto a cabeça que ficamos literalmente zangados com a pessoa de quem nos estão a falar, tomamos o lado do nosso amigo ou do nosso familiar, ficamos sempre do seu lado contra a outra pessoa, falamos ambos mal dela, rogamos pragas... E no dia seguinte esse casal aparece de mãos dadas, só mimos e beijinhos... Eles fizeram as pazes e nós ficamos com uma revolta que não queríamos ter em primeiro lugar.

Resumindo, por favor, compreendam que nem todos os assuntos se devem partilhar e que há formas específicas de o fazer sem causar incómodo.

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